terça-feira, 10 de março de 2015

Vírus

A classificação dos vírus ocorre de acordo com o tipo de ácido nucléico que possuem, as características do sistema que os envolvem e os tipos de células que infectam. De acordo com este sistema de classificação, existem aproximadamente, trinta grupos de vírus.

A estrutura do vírus inclui:
- Genoma, que dependendo do vírus pode ser RNA ou DNA (exceto no caso do citomegalovirus, que envolve os dois materiais genéticos);
- Capsídio: envoltório protéico (codificado pelos genes do vírus) e que envolve o genoma do vírus. Atua como elemento protetor e específico;
- Nucleocapsídeo: uma estrutura formada pelo capsídio associado ao ácido nucleico que ele engloba e protege;
- Capsômeros: subunidades protéicas, que unidas constituem o capsídio do vírus;
- Envelope: membrana lipídica que envolve a partícula viral externamente. Geralmente, ele é a própria membrana lipídica da célula hospedeira com algumas proteínas específicas do vírus.

(esquema estrutural do vírus)

(fonte da imagem: http://images.slideplayer.com.br/2/354877/slides/slide_5.jpg)

Não possuem organelas ou ribossomos, e nao apresetam todo o potencial bioquímico (enzimas) necessário a sua própria produção metábolica. Eles são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, pois dependem de células para se multiplicarem. Além disso, diferentemente dos organismos vivos, os vírus são incapazes de crescer em tamanho e de se dividir. A partir das células hospedeiras, os vírus obtêm: aminoácidos e nucleotídeos; maquinaria de síntese de proteínas(ribossomos) e energia metabólica (ATP).
Os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, pois são capazes de infectar seres vivos de todos os domínios, e uma vez dentro da célula sua capacidade de reprodução é surpreendente: um único vírus é capaz de multiplicar, em poucas horas, milhares de novos vírus.

Ciclos Reprodutivos Virais


Em seu processo de reprodução, os vírus contam com dois tipos de ciclo: o lisogênico e o lítico.


Ciclo Lítico: nesse ciclo, o vírus insere seu genoma na célula hospedeira e domina seu metabolismo, destruindo-a no final. Quando o vírus apresenta este ciclo, ele recebe o nome de vírus lítico ou virulento. Como exemplo, podemos citar os bacteriófagos ou fagos, que são vírus que infectam e destroem bactérias. O ciclo lítico é dividido em 5 etapas:



  1. Adsorção: ocorre o reconhecimento e a fixação do vírus à célula. O hospedeiro é dotado de substâncias químicas capazes de permitir que o vírus detecte-o e se prenda à membrana.
  2. Penetração: inserção do genoma viral no interior da célula hospedeira. 
  3. Síntese: estágio do ciclo em que o vírus começa a determinar as atividades metabólicas da célula. Nesse processo, as enzimas que antes eram utilizadas na síntese proteica e de ácidos nucleicos da célula hospedeira, passam a ser empregadas na produção de partículas virais (proteínas e material genético).
  4. Montagem: nesta etapa, os componentes dos vírus que foram produzidas anteriormente, são organizados de modo a constituir novos parasitas.
  5. Liberação: na etapa final do processo, as dezenas de vírus formadas na fase de montagem produzem uma enzima viral denominada lisozima, que causa a ruptura da célula hospedeira. Além disso, como a célula passou a sintetizar estruturas virais, a produção dos seus próprios componentes se torna impossível (esgotamento celular), o que favorece o seu rompimento. Com a destruição da célula, os vírus se libertam e infectam imediatamente as células vizinhas, recomeçando o seu ciclo.
Ciclo Lisogênico: O vírus não se reproduz imediatamente , em vez disso, combina suas instruções genéticas com as da célula hospedeira. Uma vez infectada, a célula continua suas operações normais, como reprodução e ciclo celular. Durante o processo de divisão celular, o material genético da célula, juntamente com o material genético do vírus que foi incorporado, sofre duplicação e em seguida é dividido equitativamente entre as células-filhas. Assim, uma vez infectada, uma célula começará a transmitir o vírus sempre que passar por mitose e todas as células estarão infectadas também.


Pesquisas recentes mostram que os vírus são abundantes em ambientes aquáticos, onde influenciam o crescimento e a mortalidade de outros organismos, por conta disso, eles possuem grande importância ecológica.
Tem um impacto significativo nos ciclos de nutrientes dos ambientes aquáticos, visto que infectam algas - que são a base da cadeia alimentar - e a morte dos organismos infectados disponibiliza nitrogênio, carbono e outros nutrientes para o ambiente.
Além disso, podem ser usados como instrumentos terapêuticos, como por exemplo a terapia gênica.

Os vírus são responsáveis por diversas infecções virais humanas, como por exemplo: gripe, HPV, rubéola, poliomelite, dengue, febre amarela, entre outros...

Em infecções virais, podem haver um período de incubação - intervalo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas. Em alguns casos, a célula hospedeira sofre lise, com a liberação de novos vírions; em outros, a célula não é destruida, mas modificada: o genoma viral une-se à celula, que passa a se reproduzir desordenadamente.

Fontes:http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus.php;
http://www.suapesquisa.com/cienciastecnologia/virus.htm;
http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrus;
Nota de aula entregue em sala.
http://www.infoescola.com/biologia/ciclo-litico/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_lisog%C3%AAnico

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Introduzindo a taxonomia: glossário!

Taxonomia: É a ciência que impõe critérios para organizar e classificar todos os organismos terrestres em grupos acordando com suas características fisiológicas, evolutivas, anatômicas e ecológicas.

Cladograma: É um diagrama usado em cladística que mostra as relações  táxons terminais, seja em nível de espécie ou grupos supra-específicos, formando grupos monofiléticos evidenciados por sinapomorfias, indicando uma história em comum, não necessariamente uma ancestralidade direta.

Taxon terminal: É o grupo de seres que deseja se pesquisar. Tal grupo pode ser da mesma espécie ou gênero.

Taxon irmão: Trata-se de um grupo de seres vivos com características semelhantes que outros taxon mas que teve um nó evolutivo que o separou desses taxon, portanto podemos dizer que os seres do taxon irmão são descendentes de outros taxons, o qual é irmão

No evolutivo: É uma característica apomórfica que após ele, formar-se-á dois ramos diferentes.

Domínio, reino, filo e classe: são grupos de seres vivos com características semelhantes tendo como maior Domínio seguido de Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e por último e Espécie

Família: É um clade intermediário entre ordem e gênero, tal conceito foi criado pelo botânico francês Pierre Magnol.

Espécie: É um conjunto de organismos que possui semelhanças morfológicas, anatômicas, ecológicas, etológicas, bioquímicas e fisiológicas. Além disso, são capazes de se reproduzir entre si, originando descendentes férteis.

Gênero: É um termo utilizado na taxonomia para indivíduos com características morfológicas e funcionais parecidas e com ancestrais comuns e próximos. O gênero vem sempre antes do nome da espécie.

Apomorfia: É o termo usado a fim de definir uma característica mais recente derivada de uma outra já existente.

Plesiomorfia: É uma característica que vários grupos possuem e que não define um único grupo. Trata-se de uma característica primitiva, herdada de ancestrais distantes.



Referências bibliográficas: WikipédiaInfoEscolaDicionário InformalSignificadosWikipédiaDicionário Informal.
Fonte das Imagens: Blog Descomplica (cladograma) e Wikipédia.