domingo, 7 de junho de 2015

Ascomicetos

Resultado de imagem para ascomicetosCorresponde ao grupo de fungos mais numerosos, mais de 30.000 espécies. A característica marcante dos ascomicetos formadores de hifas é a formação de esporos na fase sexuada, chamados ascósporos, que se formam no interior de ascos (sacos). No entanto na fase assexuada forma-se esporos na sua extremidade chamados de conidiósporo.

HABITAT
Habitam lugares úmidos, que contenham matéria orgânica e sombra. A maioria das espécies de ascomicetos é terrestre, mas existem representantes marinhos associados com algas, formando líquens.

REPRODUÇÃO
Assexuada: Ocorre pela formação de conídios multinucleados, um tipo de esporo. Os ascomicetos formam, na extremidade de hifas especializadas, milhões de diminutos conidiósporos (pelo fato de serem muito pequenos, como uma partícula de poeira, originou-se o nome "condiósporo": do grego konis = poeira). Esse tipo de esporo é muito leve e resistente, espalhando-se com facilidade pelo ambiente e podendo sobreviver por muito tempo até que surjam condições apropriadas para a germinação.
Resultado de imagem para ascomicetosSexuada: Ocorre quando as hifas homocarióticas formam os gametângios femininos (ascogônios) e os gametângios masculinos (anterídios). Quando os dois se encontram e são compatíveis, ocorre a plasmogamia, a fusão destas estruturas, porém parcialmente. Na estrutura feminina que sofreu fecundação vão brotar hifas com núcleos haplóides e heterocarióticos, resultado da fusão de dois talos. Na extremidade destas hifas formam-se ganchos, por onde cresce o micélio, formando células com dois núcleos (1 feminino e 1 masculino). Um tempo depois ocorre a cariogamia, formando um núcleo diplóide, e por meiose forma 4 núcleos haplóides, logo após sofre mitose, formando 8 núcleos haplóides, que formam 8 esporos. Quando os ascósporos germinarem, darão origem a um micélio uninucleado e outro haplóide, que se reproduzem assexuadamente por conidiósporos.
FUNÇÃO
Como a maioria dos fungos, os ascomicetos são grandes decompositores. Têm um papel importante no ecossistema, decompondo moléculas orgânicas complexas, liberando componentes inorgânicos, que serão reutilizados por vegetais. Se presentes em água como saprófitos, podem consumir quase todo o substrato carbonado, incluindo combustível de avião e tinta de parede e desempenhar o seu papel mais importante na reciclagem de material morto. Um dos papéis principais dos liquens é sua utilização para o mapeamento de metais pesados e de outros elementos químicos.

USO HUMANO
Os ascomicetos têm uma vasta importância econômica. São muitos úteis na indústria alimentícia através dos fermentos, na produção de pães, bolos, bebidas alcoólicas e até na produção de combustíveis como o álcool. O LSD também é extraído dos ascomicetos. O fungo do gênero Penicillium é utilizado na fabricação de antibióticos e dá sabores e cheiros característicos a queijos como Roquefort. Os refrigerantes também são produtos fúngicos, pois, em sua maioria, verifica-se a presença de ácido cítrico produzido por um fungo, usado industrialmente.

Zigomicetos

Resultado de imagem para zigomicetos (fungos terrestres)São fungos terrestres formados por hifas de paredes quitinosas. O nome do grupo (zigo = par, união de dois; miceto = fungo) refere-se à existência de um processo de reprodução sexuada em que ocorre a fusão de hifas de dois indivíduos haplóides; no ponto de contato forma-se uma estrutura equivalente a um zigoto.
HABITAT
Alguns são parasitas, mas na sua maioria são saprófagos, vivendo no solo e alimentando-se de matéria orgânica morta. Logo, habitam lugares úmidos, com sombra e que contenham matéria orgânica.

REPRODUÇÃO
Assexuada: Ocorre quando as hifas produzem enzimas que digerem a matéria orgânica do substrato fora da célula, que é então absorvida, permitindo o crescimento do micélio. As hifas reprodutoras crescem para fora do substrato e formam no ápice estruturas assexuadas denominadas esporângios que quando amadurecem (podendo mudar sua coloração) liberam esporos para o ar.
Resultado de imagem para zigomicetos (fungos terrestres)Sexuada: Ocorre o encontro de duas hifas haplóides quando se formam os gametângios (estrutura dentro da qual os gametas são formados), com intumescimento e migração de diversos núcleos haplóides. Com a fusão dos gametângios das diferentes hifas acontece a fecundação, com formação de diversos zigotos. Após a formação de uma parede espessada, os gametângios fundidos se desenvolvem em um zigosporângio (esporângio que contém zigósporos), que pode permanecer dormente por meses. Quando o zigosporângio se rompe, forma-se um esporangióforo e ocorre a meiose dos diversos zigotos, formando os esporos sexuados dentro do esporângio. Ou seja, de forma geral, na reprodução sexuada produzem zigósporos, zigotos de parede espessa e resistente, podendo sobreviver em más condições ambientais. 

FUNÇÃO
Os zigomicetos são essenciais na ciclagem de matéria, decompondo detritos orgânicos e permitindo a reutilização de seus elementos por outros seres vivos. 

USO HUMANO
São produzidos por alguns zigomicetos certas substâncias de alto valor humano, como diversas enzimas, ácido lático e precursores de corticoides, como por exemplo o hormônio cortisona. Alguns membros das ordens Mucorales e Entomophthorales são causadores de doenças oportunistas em seres humanos, as quais podem apresentar complicações cutâneas, gastrointestinais e respiratórias; podem também invadir os vasos sangüíneos, destruindo-os. A transmissão destas doenças é normalmente feita pela inalação de esporos no ar. Entomophthorales possui também representantes parasitas de insetos, podendo ser potenciais pesticidas de artrópodes que atacam as lavouras. Alguns zigomicetos são usados na produção de alimentos, como o “tempeh”, feito à base de grãos de soja, e bebidas alcoólicas à base de arroz.

Fungos

 O reino Fungi é um grupo de organismos eucariotas, que inclui micro-organismos tais como as leveduras, os bolores, bem como os mais familiares cogumelos. Os fungos são classificados num reino separado das plantas, animais e bactérias. Abundantes em todo mundo, a maioria dos fungos é inconspícua devido ao pequeno tamanho das sua estruturas, e pelos seus modos de vida crípticos no solo, na matéria morta, e como simbiontes ou parasitas de plantas, animais, e outros fungos. Podem tornar-se notados quando frutificam, seja como cogumelos ou como bolores. Os fungos desempenham um papel essencial na decomposição da matéria orgânica e têm papéis fundamentais nas trocas e ciclos de nutrientes. São desde há muito tempo utilizados como uma fonte direta de alimentação, como no caso dos cogumelos e trufas, como agentes levedantes no pão, e na fermentação de vários produtos alimentares, como o vinho, a cerveja, e o molho de soja.
 O reino dos fungos abrange uma enorme diversidade e táxons, com ecologias, estratégias de ciclos de vida e morfologias variadas, que vão desde os quitrídios aquáticos unicelulares aos grandes cogumelos. Contudo, pouco se sabe da verdadeira biodiversidade do reino Fungi, que se estima incluir 1,5 milhões de espécies, com apenas cerca de 5% destas formalmente classificadas. Desde os trabalhos taxonômicos pioneiros dos séculos XVII e XVIII efetuados por Lineu, Christiaan Hendrik Persoon, e Elias Magnus Fries, os fungos são classificados segundo a sua morfologia ou segundo a sua fisiologia. Os avanços na genética molecular abriram o caminho à inclusão da análise de ADN na taxonomia, o que desafiou por vezes os antigos agrupamentos baseados na morfologia e outros traços.

Filo Cnidária




Pólipo



ESTRUTURA

• Os cnidários, representados pelas hidras, corais e anêmonas do mar, são divididos morfologicamente entre pólipos (sésseis, ou seja, vivem fixos a um substrato) e medusas (organismos livres e natantes).

• São os primeiros animais com cavidade digestiva, o que permitiu aos animais ingerirem porções maiores de alimento, pois nela o alimento pode ser digerido e reduzido a pedaços menores, antes de ser absorvido pelas células.

• Eles também possuem simetria radial e tecidos verdadeiros.

• Estes animais apresentam um tipo de célula para defesa denominada cnidócio, que aparece com mais frequência nos tentáculos e ao ser tocada lança um nematocisto (estrutura penetrante que possui um longo filamento através do qual o líquido urticante contido em seu interior é eliminado).

• Há também a presença de uma boca que se abre na cavidade gastrovascular, embora não apresenem ânus. O alimento ingerido pela boca cai na cavidade gastrovascular, onde é parcialmente digerido e distribuido.Após a fase extracelular da digestão, o alimento é absorvido pelas células que revestem a cavidade gastrovascular, completando a digestão, que é parte extracelular e em parte intracelular. Os restos não-aproveitáveis são liberados pela boca. Na região oral, estão os tentáculos, que participam na captura de alimentos.

• Quanto às camadas de pele, ele têm epiderme, que reveste o corpo externamente, e gastroderme, que reveste a cavidade gastrovascular. Entre a epiderme e a gastroderme existe a mesogléia, camada mais abundante nas medusas do que nos pólipos. Ambas epiderme a gastroderme são camadas celulares derivadas de tecidos embrionários denominados genericamente folhetos germinativos.

• Tratam-se dos primeiros animais possuidores de neurônios e deslocamento por meio de movimentos de contração e extensão.




REPRODUÇÂO


• ASSEXUADA: Ocorre, em geral, por brotamento. Brotos laterais, em várias fases de crescimento, são comumente vistos ligados à hidra-mãe e dela logo se destacam. Tal processo de multiplicação, sem ocorrência de variabilidade genética, é propício nos ambientes estáveis e em épocas favoráveis do ano, em que as hidras estão bem alimentadas.

• SEXUADA (HERMAFRODITA): Alguns testículos e apenas um ovário são formados, principalmente em épocas desfavoráveis do ano, a partir de células indiferenciadas do corpo. O óvulo é retirado do ovário. Os espermatozóides são liberados na água e vão a procura do óvulo. A fecundação ocorre ainda no corpo. O zigoto formado é circundado por uma espessa camada quitinosa e, após certo algum tempo para desenvolvimento, o embrião, envolto pela casca protetora, destaca-se do corpo e permanece dentro da casca durante toda a época desfavorável. Com a chegada da estação favorável, rompe-se a casca e emerge uma pequena hidra que cresce até atingir a fase adulta.




CLASSIFICAÇÃO


Sua principais classes são: Hydrozoa (hidras e caravelas), Scyphozoa (águas-vivas), Anthozoa (anêmonas e corais) e Cubozoa (cubozoárioa).







Referências Bibliográficas: Só Biologia e InfoEscola.


















Filo Porifera

Porifera vem do latim e significa portador de poros. Apresentam um aspecto esponjoso, macio e flexível. É um filo do reino animalia, sub-reino parazoa, em que se enquadram (como o próprio nome já e esclarece) animais que possuem poros, ou seja: as esponjas.
São animais sésseis, vivem fixos a um substrato. Podem viver isolados ou em colônias.
São animais filtradores. Não possuem sistema muscular, nervoso e sem diferenciação entre os órgãos, por isso são chamados parazoários

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1.0 - Estrutura


Possuem simetria radial.
Contém células livres, também chamadas de amebócitos de vários tipos, muitas espículas diminutas de carbonato de cálcio, suportando a parede mole.
A parede é perfurada por muitas aberturas aferentes diminutas ou poros (óstios), que se estendem da superfície externa até a cavidade central, cada poro sendo um canal através de uma célula tubular ou porócito, da epiderme.
Cada coanócito consiste numa célula arredondada ou oval apoiada no mensêquima, tendo na extremidade livre um colarinho contrátil, transparente, circundando a base de um único flagelo vibrátil.
Não apresentam células sensitivas ou nervosas, entretanto as esponjas reagem ao toque, especialmente ao redor do ósculo; e os estímulos são conduzidos lentamente, presumivelmente de célula para célula.

   1.1 - Sistemas de Canais

Na maioria das esponjas, há vários tipos de sistemas de canais.

- O tipo ascon simples tem uma parede de corpo fina, perfurada por poros  curtos e retos que conduzem diretamente ao espongiocelo revestido com coanócitos.
- O tipo sicon contém dois tipos de canais, mas somente os canais radiais são revestidos com coanócitos.
- O tipo leucon apresenta um corpo com mensêquima espesso, denso, atravessado pelos sistemas de canais complexamente ramificados, com coanócitos restritos às pequenas câmaras flageladas esféricas.

  1.2 - Esqueleto

O corpo da esponja é suportado por espículas cristalinas diminutas ou por fibras orgânicas. Essas espículas podem ser: calcárias, silicoas ou esponginas. Esponjas calcárias como Leucosolenia e Scypha tem espículas de carbonato de cálcio e as esponjas de "vidro" possuem espículas de material silicoso. As esponjas de banho e outras esponjas córneas contém fibras de espongina fina e irregularmente entrecruzadas.
As espículas possuem variados tamanhos e formas. Além das espículas simples - já mencionadas - existem tipos mais complexos. Uma espícula complexa é formada pela cooperação de várias células. A classificação das esponjas é baseada nos tipos e disposições desses materiais esqueléticos.
As espículas são secretadas por células mensequimaticas especiais (escleroblastos) e esponginas por outras células (espongioblastos).




1.3 - Histologia

O epitélio externo e o revestimento da cavidade central em esponjas complexas são ambos células finas e chatas (pinacócitos). Os coanócitos formam uma camada frouxa de células onde quer que ocorram. Estas são camadas celulares organizadas das esponjas.
As células amebóides do mensêquima incluem: escleroblastos; espongioblastos; colêncitos; ou célula do tecido conjuntivo de forma estelar com pseudópodos filiformes; miócitos; e arqueócitos de caráter amebóide funções variadas. Estes últimos possuem núcleos grandes com nucléolos. Eles recebem, digerem e circulam o alimento e dão origem também aos elementos reprodutivos (óvulos, espermatozóides e gêmulas.

2.0 - Reprodução

As esponjas podem se reproduzir de forma sexuada ou assexuada.

2.1 - Reprodução Sexual

Algumas esponjas são dióicas e outras são monóicas. Óvulos e espermatozóides se originam de arqueócitos ou de coanócitos. Não há órgãos genitais especiais. O óvulo permanece no mensêquima do genitor, e lá é fecundado.
O espermatozóide atinge um canal radial e é passado dispersado pelas correntes de água. Se for levado para o espongiocelo, se fixa a um coanócito em que perde seu colarinho e flagelo e penetra no
óvulo.
As três primeira clivagens são verticais e produzem um disco de oito células. Uma clivagem horizontal produz oito células grandes e oito células pequenas, formando uma blástula. As últimas crescem rapidamente e alongam-se e cada uma adquire um flagelo na sua extremidade interna, voltada para o blastocelo.

2.2 - Reprodução Assexual

Pode ocorrer por regeneração ou por brotamento

- Regeneração: aproximação das células por movimentos amebóides, unem-se e regeneram  uma esponja como a original. Esse tipo de reprodução assexual é válido quando uma esponja se rompe.

- Brotamento: grupos de arqueócitos enriquecidos com matérias alimentares reúnem-se no mensêquima e são circundados por um revestimento resistente, algumas vezes contendo espículas. À medida que a esponja se desintegra, às gêmulas diminutas caem e  sobrevivem. Quando as condições novamente se tornam favoráveis, a massa de células escapa de dentro do  revestimento e começa a crescer como uma nova esponja.





3.0 - Nutrição

Se alimentam de pequenas partículas em suspensão na água que circula em seu corpo.
Não possuem sistema digestório. A digestão é intracelular. As partículas entram pelos poros junto com a água, caindo no átrio - cavidade interna da esponja - e saindo pelo ósculo - uma abertura maior. As partículas que ali entram podem ficar retidas no colarinho de células flageladas - os coanócitos -, que promovem a movimentação e circulação de água no átrio da esponja, graças à presença de flagelos.


Os coanócitos fagocitam e digerem parcialmente estas partículas, transferindo-as para os amebócitos - células que compoem a mesogléia (esta por sua vez constitui um material gelatinoso que preenche o corpo das esponjas) - que terminam de digerir as partículas e distribuem por todo o corpo o produto desta digestão.


4.0 - Ecologia
Vários animais se alimentam de esponjas, embora o dano causado por estes predadores seja geralmente pequeno. Alguns moluscos, ouriços e estrelas-do-mar, além de peixes tropicais (donzelas, peixes-borboleta) e tartarugas, comem esponjas.

Muitas espécies produzem compostos com atividade antimicrobiana (antibacteriana, antifúngica, antiviral). Além de defesas antipredação e contra infecções microbianas, as toxinas de esponjas servem também para a competição por espaço com outros invertebrados, como briozoários, ascídias, corais e até mesmo outras esponjas. Isto permite a algumas esponjas crescer rapidamente e recobrir a fauna e a flora adjacentes.

Relações de comensalismo envolvendo esponjas são muito comuns. O intrincado sistema de canais das esponjas e suas defesas antipredação as tornam excelentes refúgios para uma horda de invertebrados menores e alguns peixes.

Além disso, as esponjas são excelentes indicadores da qualidade da água, já que não resistem em águas muito poluídas.

5.0 - Outros aspectos

- Sistema nervoso: não possuem.
- Sistema Respiratório: não possuem. As trocas gasosas ocorrem por difusão.
- Circulação: é basicamente de água, alimento e espermatozóides, que entram pelo poro e saem pelo ósculo, promovida pelo movimento dos flagelos dos coanócitos.
- Excreção: ocorre por difusão.


Fontes: nota de aula distribuída em sala
http://www.infoescola.com/biologia/poriferos-porifera/
http://mundoestranhodejk.blogspot.com.br/2014/07/its-trap-reino-animalia.html
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos2/porifero2.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:SpongeColorCorrect.jpg
http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1267
http://www.poriferabrasil.mn.ufrj.br/1-esponjas/ecologia.htm