domingo, 7 de junho de 2015

Filo Cnidária




Pólipo



ESTRUTURA

• Os cnidários, representados pelas hidras, corais e anêmonas do mar, são divididos morfologicamente entre pólipos (sésseis, ou seja, vivem fixos a um substrato) e medusas (organismos livres e natantes).

• São os primeiros animais com cavidade digestiva, o que permitiu aos animais ingerirem porções maiores de alimento, pois nela o alimento pode ser digerido e reduzido a pedaços menores, antes de ser absorvido pelas células.

• Eles também possuem simetria radial e tecidos verdadeiros.

• Estes animais apresentam um tipo de célula para defesa denominada cnidócio, que aparece com mais frequência nos tentáculos e ao ser tocada lança um nematocisto (estrutura penetrante que possui um longo filamento através do qual o líquido urticante contido em seu interior é eliminado).

• Há também a presença de uma boca que se abre na cavidade gastrovascular, embora não apresenem ânus. O alimento ingerido pela boca cai na cavidade gastrovascular, onde é parcialmente digerido e distribuido.Após a fase extracelular da digestão, o alimento é absorvido pelas células que revestem a cavidade gastrovascular, completando a digestão, que é parte extracelular e em parte intracelular. Os restos não-aproveitáveis são liberados pela boca. Na região oral, estão os tentáculos, que participam na captura de alimentos.

• Quanto às camadas de pele, ele têm epiderme, que reveste o corpo externamente, e gastroderme, que reveste a cavidade gastrovascular. Entre a epiderme e a gastroderme existe a mesogléia, camada mais abundante nas medusas do que nos pólipos. Ambas epiderme a gastroderme são camadas celulares derivadas de tecidos embrionários denominados genericamente folhetos germinativos.

• Tratam-se dos primeiros animais possuidores de neurônios e deslocamento por meio de movimentos de contração e extensão.




REPRODUÇÂO


• ASSEXUADA: Ocorre, em geral, por brotamento. Brotos laterais, em várias fases de crescimento, são comumente vistos ligados à hidra-mãe e dela logo se destacam. Tal processo de multiplicação, sem ocorrência de variabilidade genética, é propício nos ambientes estáveis e em épocas favoráveis do ano, em que as hidras estão bem alimentadas.

• SEXUADA (HERMAFRODITA): Alguns testículos e apenas um ovário são formados, principalmente em épocas desfavoráveis do ano, a partir de células indiferenciadas do corpo. O óvulo é retirado do ovário. Os espermatozóides são liberados na água e vão a procura do óvulo. A fecundação ocorre ainda no corpo. O zigoto formado é circundado por uma espessa camada quitinosa e, após certo algum tempo para desenvolvimento, o embrião, envolto pela casca protetora, destaca-se do corpo e permanece dentro da casca durante toda a época desfavorável. Com a chegada da estação favorável, rompe-se a casca e emerge uma pequena hidra que cresce até atingir a fase adulta.




CLASSIFICAÇÃO


Sua principais classes são: Hydrozoa (hidras e caravelas), Scyphozoa (águas-vivas), Anthozoa (anêmonas e corais) e Cubozoa (cubozoárioa).







Referências Bibliográficas: Só Biologia e InfoEscola.


















Filo Porifera

Porifera vem do latim e significa portador de poros. Apresentam um aspecto esponjoso, macio e flexível. É um filo do reino animalia, sub-reino parazoa, em que se enquadram (como o próprio nome já e esclarece) animais que possuem poros, ou seja: as esponjas.
São animais sésseis, vivem fixos a um substrato. Podem viver isolados ou em colônias.
São animais filtradores. Não possuem sistema muscular, nervoso e sem diferenciação entre os órgãos, por isso são chamados parazoários

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1.0 - Estrutura


Possuem simetria radial.
Contém células livres, também chamadas de amebócitos de vários tipos, muitas espículas diminutas de carbonato de cálcio, suportando a parede mole.
A parede é perfurada por muitas aberturas aferentes diminutas ou poros (óstios), que se estendem da superfície externa até a cavidade central, cada poro sendo um canal através de uma célula tubular ou porócito, da epiderme.
Cada coanócito consiste numa célula arredondada ou oval apoiada no mensêquima, tendo na extremidade livre um colarinho contrátil, transparente, circundando a base de um único flagelo vibrátil.
Não apresentam células sensitivas ou nervosas, entretanto as esponjas reagem ao toque, especialmente ao redor do ósculo; e os estímulos são conduzidos lentamente, presumivelmente de célula para célula.

   1.1 - Sistemas de Canais

Na maioria das esponjas, há vários tipos de sistemas de canais.

- O tipo ascon simples tem uma parede de corpo fina, perfurada por poros  curtos e retos que conduzem diretamente ao espongiocelo revestido com coanócitos.
- O tipo sicon contém dois tipos de canais, mas somente os canais radiais são revestidos com coanócitos.
- O tipo leucon apresenta um corpo com mensêquima espesso, denso, atravessado pelos sistemas de canais complexamente ramificados, com coanócitos restritos às pequenas câmaras flageladas esféricas.

  1.2 - Esqueleto

O corpo da esponja é suportado por espículas cristalinas diminutas ou por fibras orgânicas. Essas espículas podem ser: calcárias, silicoas ou esponginas. Esponjas calcárias como Leucosolenia e Scypha tem espículas de carbonato de cálcio e as esponjas de "vidro" possuem espículas de material silicoso. As esponjas de banho e outras esponjas córneas contém fibras de espongina fina e irregularmente entrecruzadas.
As espículas possuem variados tamanhos e formas. Além das espículas simples - já mencionadas - existem tipos mais complexos. Uma espícula complexa é formada pela cooperação de várias células. A classificação das esponjas é baseada nos tipos e disposições desses materiais esqueléticos.
As espículas são secretadas por células mensequimaticas especiais (escleroblastos) e esponginas por outras células (espongioblastos).




1.3 - Histologia

O epitélio externo e o revestimento da cavidade central em esponjas complexas são ambos células finas e chatas (pinacócitos). Os coanócitos formam uma camada frouxa de células onde quer que ocorram. Estas são camadas celulares organizadas das esponjas.
As células amebóides do mensêquima incluem: escleroblastosespongioblastos; colêncitos; ou célula do tecido conjuntivo de forma estelar com pseudópodos filiformes; miócitos; e arqueócitos de caráter amebóide funções variadas. Estes últimos possuem núcleos grandes com nucléolos. Eles recebem, digerem e circulam o alimento e dão origem também aos elementos reprodutivos (óvulos, espermatozóides e gêmulas.

2.0 - Reprodução

As esponjas podem se reproduzir de forma sexuada ou assexuada.

2.1 - Reprodução Sexual

Algumas esponjas são dióicas e outras são monóicas. Óvulos e espermatozóides se originam de arqueócitos ou de coanócitos. Não há órgãos genitais especiais. O óvulo permanece no mensêquima do genitor, e lá é fecundado.
O espermatozóide atinge um canal radial e é passado dispersado pelas correntes de água. Se for levado para o espongiocelo, se fixa a um coanócito em que perde seu colarinho e flagelo e penetra no
óvulo.
As três primeira clivagens são verticais e produzem um disco de oito células. Uma clivagem horizontal produz oito células grandes e oito células pequenas, formando uma blástula. As últimas crescem rapidamente e alongam-se e cada uma adquire um flagelo na sua extremidade interna, voltada para o blastocelo.

2.2 - Reprodução Assexual

Pode ocorrer por regeneração ou por brotamento

- Regeneração: aproximação das células por movimentos amebóides, unem-se e regeneram  uma esponja como a original. Esse tipo de reprodução assexual é válido quando uma esponja se rompe.

- Brotamento: grupos de arqueócitos enriquecidos com matérias alimentares reúnem-se no mensêquima e são circundados por um revestimento resistente, algumas vezes contendo espículas. À medida que a esponja se desintegra, às gêmulas diminutas caem e  sobrevivem. Quando as condições novamente se tornam favoráveis, a massa de células escapa de dentro do  revestimento e começa a crescer como uma nova esponja.





3.0 - Nutrição

Se alimentam de pequenas partículas em suspensão na água que circula em seu corpo.
Não possuem sistema digestório. A digestão é intracelular. As partículas entram pelos poros junto com a água, caindo no átrio - cavidade interna da esponja - e saindo pelo ósculo - uma abertura maior. As partículas que ali entram podem ficar retidas no colarinho de células flageladas - os coanócitos -, que promovem a movimentação e circulação de água no átrio da esponja, graças à presença de flagelos.


Os coanócitos fagocitam e digerem parcialmente estas partículas, transferindo-as para os amebócitos - células que compoem a mesogléia (esta por sua vez constitui um material gelatinoso que preenche o corpo das esponjas) - que terminam de digerir as partículas e distribuem por todo o corpo o produto desta digestão.


4.0 - Ecologia
Vários animais se alimentam de esponjas, embora o dano causado por estes predadores seja geralmente pequeno. Alguns moluscos, ouriços e estrelas-do-mar, além de peixes tropicais (donzelas, peixes-borboleta) e tartarugas, comem esponjas.

Muitas espécies produzem compostos com atividade antimicrobiana (antibacteriana, antifúngica, antiviral). Além de defesas antipredação e contra infecções microbianas, as toxinas de esponjas servem também para a competição por espaço com outros invertebrados, como briozoários, ascídias, corais e até mesmo outras esponjas. Isto permite a algumas esponjas crescer rapidamente e recobrir a fauna e a flora adjacentes.

Relações de comensalismo envolvendo esponjas são muito comuns. O intrincado sistema de canais das esponjas e suas defesas antipredação as tornam excelentes refúgios para uma horda de invertebrados menores e alguns peixes.

Além disso, as esponjas são excelentes indicadores da qualidade da água, já que não resistem em águas muito poluídas.

5.0 - Outros aspectos

- Sistema nervoso: não possuem.
- Sistema Respiratório: não possuem. As trocas gasosas ocorrem por difusão.
- Circulação: é basicamente de água, alimento e espermatozóides, que entram pelo poro e saem pelo ósculo, promovida pelo movimento dos flagelos dos coanócitos.
- Excreção: ocorre por difusão.


Fontes: nota de aula distribuída em sala
http://www.infoescola.com/biologia/poriferos-porifera/
http://mundoestranhodejk.blogspot.com.br/2014/07/its-trap-reino-animalia.html
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos2/porifero2.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:SpongeColorCorrect.jpg
http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1267
http://www.poriferabrasil.mn.ufrj.br/1-esponjas/ecologia.htm

domingo, 5 de abril de 2015

Bactérias

Bactéria é um domínio de micro-organismos unicelulares, procariontes (desprovidos de envoltório nuclear e organelas membranosas), pertencentes ao Reino Monera, juntamente com as chamadas "algas azuis" hoje mais corretamente chamadas cianobactérias.
As bactérias podem ser encontradas na forma isolada ou em colônias. Podem viver na presença de ar (aeróbias), na ausência de ar (anaeróbias) ou, ainda, ser anaeróbias facultativas. Estão entre os organismos mais antigos, com evidência encontrada em rochas de 3,8 bilhões de anos.
Segundo a Teoria da Endossimbiose, dois organelos celulares, as mitocôndrias e os cloroplastos teriam derivado de uma bactéria endossimbionte, provavelmente autotrófica, antepassada das atuais cianobactérias.
As bactérias foram primeiramente observadas por Antonie van Leeuwenhoek em 1673, sendo chamadas de Animalículos. O termo Bacterium surgiu somente em 1828, pelo microbiologista alemão Christian Gottfried Ehrenberg. No entanto esses seres microscópicos só foram obter interesse dos cientistas no século XIX, cientistas como Louis Pasteur e Robert Koch, que defenderam a teoria microbiana das enfermidades. Koch estabeleceu o que é hoje denominado de postulado de Koch, mediante aos quais se padronizou uma série de critérios experimentais para demonstrar se um organismo é ou não o causador de uma determinada enfermidade. Pasteur demonstrou em 1859 que o processo de fermentação era causado pelo crescimento de micro-organismos, e não pela geração espontânea.
Um grande avanço no estudo das bactérias foi o reconhecimento realizado por Carl Woese em 1977, de que as arqueias e bactérias representam linhagens evolutivas diferentes. Esta nova taxonomia filogenética se baseava no sequenciamento do RNA ribossômico 16S e dividia os procariontes, até então classificados como Prokayota, em dois grupos evolutivos distintos, em um sistema de três domínios: Bacteria, Archaea e Eukaryota. Além da sequência do RNA ribossomal, arqueias e bactérias diferem, entre outras características, na constituição química da parede celular. As arqueias não apresentam, em sua parede celular, o peptidoglicano, constituinte típico das bactérias.
Os ancestrais das bactérias modernas foram micro-organismos unicelulares que são as primeiras formas de vida a aparecer na Terra há cerca de 4 bilhões de anos. Por cerca de 3 bilhões de anos, todos os organismos foram microscópicos, e bactérias e arqueias foram as formas dominantes de vida.

As bactérias classificam-se morfologicamente de acordo com a forma da célula e com o grau de agregação:
Quanto a forma:
Coco: De forma esférica ou subesférica;
Bacilo: Em forma de bastonete (do gênero Bacillus);
Vibrião: Em forma de vírgula (do gênero Vibrio);
Espirilo: de forma espiral/ondulada (do gênero Spirillum);
Espiroqueta: Em forma acentuada de espiral.
Quanto ao grau de agregação:
Apenas os Bacilos e os cocos formam colônias.
Diplococo: De forma esférica ou subesférica e agrupadas aos pares;
Estreptococos: Formam cadeia semelhante a um "colar";
Estafilococos: Uma forma desorganizada de agrupamento, formando cachos;
Sarcina: De forma cúbica, formado por 4 ou 8 cocos simetricamente postos;
Diplobacilos: Bacilos reunidos dois a dois;
Estreptobacilos: Bacilos alinhados em cadeia;

A célula bacteriana, por ser procariótica, não possui organelos membranares nem DNA organizado em verdadeiros cromossomas, como os das células eucariotas.
Estruturas da célula procariota:
Os pilus são microfibrilas proteicas que se estendem da parede celular em muitas espécies Gram-negativas. Têm funções de ancoramento da bactéria ao seu meio e são importantes na patogênese. Um tipo especial de pilus é o pilus sexual, estrutura oca que serve para ligar duas bactérias, de modo a trocarem plasmídeos.
Os plasmídeos são pequenas moléculas de DNA circular que coexistem com o nucleoide. São comumente trocados na conjugação bacteriana. Os plasmídeos têm genes, incluindo frequentemente aqueles que protegem a célula contra os antibióticos.
Há cerca de 20 mil ribossomos em um citoplasma bacteriano. Os ribossomos procariotas são diferentes dos eucariotas e essas diferenças foram usadas para desenvolver antibióticos que só afetam os ribossomos bacterianos.
O citoplasma é preenchido pelo hialoplasma, um líquido com consistência de gel, semelhante ao dos eucariotas, com sais, glicose e outros açúcares, RNA, proteínas funcionais e várias outras moléculas orgânicas.
A membrana celular é uma dupla camada de fosfolipídios, com proteínas imersas.
parede celular bacteriana é uma estrutura rígida que recobre a membrana citoplasmática e confere forma às bactérias. É uma estrutura complexa composta por peptideoglicanos -polímeros de carboidratos ligados a proteínas. É alvo de muitos antibióticos, incluindo a penicilina e seus derivados, que inibem as enzimas trans peptidase e carboxipeptidase, responsáveis pela síntese dos peptideoglicanos. Contém em espécies infecciosas a endotoxina lipopolissacarídeo (LPS).
Algumas espécies de bactérias têm uma camada de polissacarídeos que protege contra desidratação, fagocitose e ataque de bacteriófagos, chamada de cápsula.
O nucleoide consiste em uma única grande molécula de DNA com proteínas associadas, sem delimitação por membrana - portanto, não é um verdadeiro núcleo. O seu tamanho varia de espécie para espécie.
flagelo é uma estrutura proteica que roda como uma hélice. Muitas espécies de bactérias movem-se com o auxílio de flagelos. Os flagelos bacterianos são completamente diferentes dos flagelos dos eucariotas.
Além dessas estruturas há também:
Vacúolos bacterianos que não são verdadeiros vacúolos, já que não são delimitados por dupla membrana lipídica como os das plantas. São antes grânulos de substâncias de reserva, como açúcares complexos.
Algumas bactérias podem enquistar, formando um esporo, com um invólucro de polissacarídeos mais espesso e ficando em estado de vida latente enquanto as condições ambientais forem desfavoráveis.
As bactérias móveis deslocam-se através da utilização de flagelos, que deslizam sobre superfícies, ou ainda por alterações da sua flutuabilidade. Os flagelos bacterianos encontram-se organizados de diferentes formas: algumas bactérias possuem um único flagelo polar (numa extremidade da célula), enquanto outras possuem grupos de flagelos, quer numa extremidade, quer em toda a superfície da parede celular (bactérias "peritricosas"). 
Num grupo particular, as mixobactérias, as células individuais atraem-se quimicamente e formam pseudo-organismos ameboides que, para além de "rastejarem", podem formar frutificações. Há outras que sofrem movimento por causa de certas reações a estímulos químicos, magnéticos e, até mesmo, luminosos.

As bactérias são divididas, também, pelo tipo de metabolismo:
Autotróficas: Produzem tudo o que precisam; 
Heterotróficas: Não produzem tudo o que precisam, e , portanto, precisam de outros seres. 
Há, ainda, outra classificação quanto ao meio de produção: 
Fototróficas: que realizam a fotossíntese, produz as substâncias necessárias a partir da luz; 
Quimiotróficas: que realizam a quimiossíntese, produz as substâncias necessárias a partir de reações químicas, sendo divididas, ainda, em litotróficas (compostos inorgânicos) e organotróficas (compostos orgânicos).

A classificação de Gram é muito usada para identificar bactérias, e é feita com base em uma técnica de coloração desenvolvida pelo microbiologista dinamarquês Hans Christian Gram, dividindo as bactérias em dois grupos :
Gram-positivas: bactérias que possuem parede celular com uma única e espessa camada de peptideoglicanos. Pelo emprego da coloração de Gram, tingem-se na cor púrpura ou azul quando fixadas com cristal violeta, porque retêm esse corante mesmo sendo expostas a álcool.
Gram-negativas: bactérias que possuem uma parede celular mais delgada e uma segunda membrana lipídica - distinta quimicamente da membrana plasmática - no exterior desta parede celular. No processo de coloração o lipídio dessa membrana mais externa é dissolvido pelo álcool e libera o primeiro corante: cristal violeta. Ao término da coloração, essa células são visualizadas com a tonalidade rosa-avermelhada do segundo corante, safranina que lhes confere apenas a coloração vermelha.

As bactérias são organismos extremamente adaptáveis e, por isso, extremamente capazes de viver em qualquer ambiente da Terra. Estas, encontram-se presentes na atmosfera, até uma altitude de 32000 metros, e no interior da superfície terrestre, até uma profundidade de 3000 metros. Existem ainda espécies que vivem nas fontes quentes das profundidades oceânicas, onde a temperatura ronda os 250ºC e a pressão é de 265 atmosferas enquanto isso, outras conseguiram adaptar-se a ambientes extremamente ácidos ou alcalinos. Os vários tipos de bactérias podem ser prejudiciais ou úteis para o meio ambiente e para os seres vivos. Com técnicas da biotecnologia já foram desenvolvidas bactérias capazes de produzir drogas terapêuticas.
Existem várias espécies de bactérias usadas na preparação de comidas ou bebidas fermentadas, outras para a produção de antibióticos, para degradar uma grande variedade de compostos orgânicos, como lixo orgânicos, e por fim outras para a produção de hormônios e proteínas necessárias para a vida humana.

Protoctistas

O Reino Protoctista, envolve organismos com estruturas e modos de vida bastante variados. Alguns são unicelulares, enquanto outros são pluricelulares; algumas espécies são autótrofas enquanto outras são heterótrofas. A maioria das espécies descritas é de ambiente aquático, vivendo no mar ou na água doce; alguns habitam os fluidos corporais de outros organismos, em associação de mutualismo ou parasitismo. Também podem estar presentes em ambientes terrestres, desde que contenha umidade.

Como são eucariontes, suas células apresentam um núcleo organizado, com muitas organelas e apresentam também a carioteca.


A parede celular pode apresentar diferentes composições, podendo ser de celulose, pectina ou sílica.


Quanto a troca de gases, dependem de difusão simples, movimento passivo de materiais a partir da zona de elevada concentração para uma área de baixa concentração no sentido de movimentar gases e materiais de resíduos dentro e fora da célula.

A maioria dos protoctistas está limitada a serem pequenas células únicas. O tamanho inferior acontece devido à incapacidade dos cílios ou flagelos em fornecer energia suficiente para deslocar grande quantidade de célula através da água.

Eles se alimentam por fagocitose. Ingerem o alimento na membrana celular, formando um espaço oco no interior da célula, chamado de vacúolo, úteis em pequenas estruturas. Utilizam o vacúolo para armazenar água, enzimas e resíduos de produtos.

Sua reprodução é, em geral, assexuada por cissiparidade. Porém também há reprodução sexuada; nesse caso, os gametas se movem por pseudópodes ou por “flagelos”. 

Os protozoários podem, também, ser divididos em três filos:
- Autótrofos Unicelulares (algas simples microscópicas);
- Autótrofos Pluricelulares (algas macroscópicas);
- Heterótrofos (protozoários)

Os protoctistas podem causar doenças, como por exemplo: toxoplasmose, doença de Chagas, malária, doença do sono, giardíase, amebíase, entre outros...

O reino protoctista têm grande importancia atualmente, visto que:
  • Algas e protozoários são presas importantes em cadeias alimentares;
  • Protozoários fornecem origem para todas as formas superiores de vida animal;
  • Algas verdes originaram a vida de plantas superiores.

Fontes: http://www.infoescola.com/biologia/reino-protista-protozoarios-protozoa/
https://estudandoabiologia.wordpress.com/protoctista/
http://biologia-cosciente.blogspot.com.br/2011/05/5-doencas-causadas-por-protistas.html
http://meioambiente.culturamix.com/recursos-naturais/reino-protista-caracteristicas-basicas

terça-feira, 10 de março de 2015

Vírus

A classificação dos vírus ocorre de acordo com o tipo de ácido nucléico que possuem, as características do sistema que os envolvem e os tipos de células que infectam. De acordo com este sistema de classificação, existem aproximadamente, trinta grupos de vírus.

A estrutura do vírus inclui:
- Genoma, que dependendo do vírus pode ser RNA ou DNA (exceto no caso do citomegalovirus, que envolve os dois materiais genéticos);
- Capsídio: envoltório protéico (codificado pelos genes do vírus) e que envolve o genoma do vírus. Atua como elemento protetor e específico;
- Nucleocapsídeo: uma estrutura formada pelo capsídio associado ao ácido nucleico que ele engloba e protege;
- Capsômeros: subunidades protéicas, que unidas constituem o capsídio do vírus;
- Envelope: membrana lipídica que envolve a partícula viral externamente. Geralmente, ele é a própria membrana lipídica da célula hospedeira com algumas proteínas específicas do vírus.

(esquema estrutural do vírus)

(fonte da imagem: http://images.slideplayer.com.br/2/354877/slides/slide_5.jpg)

Não possuem organelas ou ribossomos, e nao apresetam todo o potencial bioquímico (enzimas) necessário a sua própria produção metábolica. Eles são considerados parasitas intracelulares obrigatórios, pois dependem de células para se multiplicarem. Além disso, diferentemente dos organismos vivos, os vírus são incapazes de crescer em tamanho e de se dividir. A partir das células hospedeiras, os vírus obtêm: aminoácidos e nucleotídeos; maquinaria de síntese de proteínas(ribossomos) e energia metabólica (ATP).
Os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, pois são capazes de infectar seres vivos de todos os domínios, e uma vez dentro da célula sua capacidade de reprodução é surpreendente: um único vírus é capaz de multiplicar, em poucas horas, milhares de novos vírus.

Ciclos Reprodutivos Virais


Em seu processo de reprodução, os vírus contam com dois tipos de ciclo: o lisogênico e o lítico.


Ciclo Lítico: nesse ciclo, o vírus insere seu genoma na célula hospedeira e domina seu metabolismo, destruindo-a no final. Quando o vírus apresenta este ciclo, ele recebe o nome de vírus lítico ou virulento. Como exemplo, podemos citar os bacteriófagos ou fagos, que são vírus que infectam e destroem bactérias. O ciclo lítico é dividido em 5 etapas:



  1. Adsorção: ocorre o reconhecimento e a fixação do vírus à célula. O hospedeiro é dotado de substâncias químicas capazes de permitir que o vírus detecte-o e se prenda à membrana.
  2. Penetração: inserção do genoma viral no interior da célula hospedeira. 
  3. Síntese: estágio do ciclo em que o vírus começa a determinar as atividades metabólicas da célula. Nesse processo, as enzimas que antes eram utilizadas na síntese proteica e de ácidos nucleicos da célula hospedeira, passam a ser empregadas na produção de partículas virais (proteínas e material genético).
  4. Montagem: nesta etapa, os componentes dos vírus que foram produzidas anteriormente, são organizados de modo a constituir novos parasitas.
  5. Liberação: na etapa final do processo, as dezenas de vírus formadas na fase de montagem produzem uma enzima viral denominada lisozima, que causa a ruptura da célula hospedeira. Além disso, como a célula passou a sintetizar estruturas virais, a produção dos seus próprios componentes se torna impossível (esgotamento celular), o que favorece o seu rompimento. Com a destruição da célula, os vírus se libertam e infectam imediatamente as células vizinhas, recomeçando o seu ciclo.
Ciclo Lisogênico: O vírus não se reproduz imediatamente , em vez disso, combina suas instruções genéticas com as da célula hospedeira. Uma vez infectada, a célula continua suas operações normais, como reprodução e ciclo celular. Durante o processo de divisão celular, o material genético da célula, juntamente com o material genético do vírus que foi incorporado, sofre duplicação e em seguida é dividido equitativamente entre as células-filhas. Assim, uma vez infectada, uma célula começará a transmitir o vírus sempre que passar por mitose e todas as células estarão infectadas também.


Pesquisas recentes mostram que os vírus são abundantes em ambientes aquáticos, onde influenciam o crescimento e a mortalidade de outros organismos, por conta disso, eles possuem grande importância ecológica.
Tem um impacto significativo nos ciclos de nutrientes dos ambientes aquáticos, visto que infectam algas - que são a base da cadeia alimentar - e a morte dos organismos infectados disponibiliza nitrogênio, carbono e outros nutrientes para o ambiente.
Além disso, podem ser usados como instrumentos terapêuticos, como por exemplo a terapia gênica.

Os vírus são responsáveis por diversas infecções virais humanas, como por exemplo: gripe, HPV, rubéola, poliomelite, dengue, febre amarela, entre outros...

Em infecções virais, podem haver um período de incubação - intervalo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas. Em alguns casos, a célula hospedeira sofre lise, com a liberação de novos vírions; em outros, a célula não é destruida, mas modificada: o genoma viral une-se à celula, que passa a se reproduzir desordenadamente.

Fontes:http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus.php;
http://www.suapesquisa.com/cienciastecnologia/virus.htm;
http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrus;
Nota de aula entregue em sala.
http://www.infoescola.com/biologia/ciclo-litico/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_lisog%C3%AAnico